Imagem gerada por IA.
Imagine acordar com alertas de tsunami em vários países ao redor do Pacífico. Japão, Rússia, Filipinas, Chile, Taiwan, Nova Zelândia. Nada de filme-catástrofe: estamos falando do que aconteceu em 30 de julho de 2025. Mas o que chamou a atenção da comunidade do Conspira Café não foi apenas o tremor. Foi o déjà-vu. Um mangá japonês publicado em 1999 já falava sobre "mares fervendo" ao sul do Japão — e previu com detalhes outros desastres como o de Fukushima. Agora, a profecia gráfica de Ryo Tatsuki ganha nova relevância. Neste artigo, revelamos como um quadrinho esquecido se entrelaça com terremotos reais, turismo em queda e filmes que sussurram verdades incômodas. Está pronto para mergulhar?
🌊 Os Mares Ferveram – Mas Só Agora Você Está Prestando Atenção?
Na madrugada desta quarta-feira, 30 de julho, um terremoto de 8,8 graus na escala de Richter abalou o fundo oceânico ao largo da Península de Kamchatka, na Rússia. O impacto foi suficiente para acionar alertas de tsunami em cadeia por todo o Pacífico: Japão, Filipinas, Taiwan, Chile, Nova Zelândia, EUA. Apesar da ausência de ondas destrutivas confirmadas até agora, zonas costeiras inteiras foram evacuadas. O mundo prendeu a respiração.
E a internet acendeu de novo uma pergunta que tentam ignorar desde o início do mês:
Será que Ryo Tatsuki previu isso?
Se o nome soa familiar, talvez você tenha lido nosso alerta publicado em 3 de julho: “O Mangá que Previu Fukushima Agora Alerta para 5 de Julho”. Na época, parecia histeria. Mas para quem leu Watashi ga Mita Mirai (1999), o aviso da autora — “os mares ao sul do Japão ferverão em 5 de julho de 2025” — já estava registrado há 26 anos. Nada aconteceu no dia exato, é verdade. Mas 25 dias depois, a terra tremeu, e o mar reagiu. Será mesmo só coincidência?
Em 2011, o mangá ressurgiu como “profecia não lida” após o desastre de Fukushima, também previsto com detalhes inquietantes. Agora, em pleno 2025, ele volta como um espelho incômodo. Talvez o problema não seja prever o futuro. Talvez o problema seja quem está disposto a ouvir antes que ele aconteça.
📚 De Mangá Esquecido a Presságio Irrefutável?
O que era tratado como folclore digital virou manchete global. O sismo de 8,8 graus que sacudiu o Pacífico na madrugada de 30 de julho trouxe consigo não só alertas de tsunami e evacuações em massa — mas também uma avalanche de buscas por um mangá publicado em 1999.
Sim, estamos a falar novamente de Watashi ga Mita Mirai, a obra de Ryo Tatsuki que, segundo os fiéis, previu o desastre de Fukushima, a morte da princesa Diana e, agora, estaria batendo na porta de 2025 com um aviso ignorado: “os mares ao sul do Japão ferverão em 5 de julho”.
No post do Conspira Café, publicado a 3 de julho, já havíamos levantado a sobrancelha cósmica: uma previsão gráfica, simbólica, com dragões colidindo sob o mar entre Japão e Filipinas. Era profecia demais para passar em branco. E o mundo reagiu: hashtags como #July5Disaster tomaram o X, e o turismo entre Hong Kong e Japão despencou mais de 80%. Na altura, parecia só pânico coletivo. Hoje, com ondas anormais no Japão, Hokkaido em alerta e movimentações no Pacífico, o que era “exagero” virou trending topic com cheiro de “eu avisei”.
Claro, o epicentro foi em Kamchatka, não exatamente sob o Japão. A data não foi 5, mas 30 de julho. Mas será que os dragões da metáfora não estavam apenas adormecidos? Será que não confundimos literatura com lunatismo simplesmente por medo de encarar o inexplicável?
💸 Quando a Superstição Move o Mercado e a Terra Responde
“Superstição.” Foi a palavra usada por autoridades japonesas para descrever o que estava por trás da queda abrupta nas reservas turísticas do país. Mas, para quem acompanha o Conspira Café, já sabíamos: não era só superstição. Era sintoma.
No post que publicámos a 3 de julho — "Queda significativa nas reservas turísticas para o Japão em 2025" — já denunciávamos o que os noticiários tradicionais ignoravam: um mangá esquecido estava silenciosamente virando política de viagens e pesadelo logístico. Dados da Bloomberg e ForwardKeys mostravam o impacto: queda de até 83% nas reservas de turistas de Hong Kong e Coreia do Sul, companhias aéreas suspendendo rotas, e o turismo japonês — que vinha batendo recordes no primeiro trimestre — entrando em colapso antecipado. Tudo por causa de uma página desenhada em 1999.
Hoje, 30 de julho, o mundo vê com outros olhos. O terremoto de magnitude 8,8 que atingiu a costa leste da Rússia e ativou alertas de tsunami em todo o Pacífico colocou a profecia de Ryo Tatsuki no centro do palco. Enquanto o Japão registrava ondas de até 1,3 metro e evacuava quase 2 milhões de pessoas, a manga voltou ao topo das pesquisas online — transformando a dúvida em déjà vu.
Os especialistas insistem: não há ciência na premonição. O Professor Sekiya Naoya, da Universidade de Tóquio, reforçou que não existe método confiável para prever a data ou o epicentro de um sismo. A Agência Meteorológica do Japão e o USGS garantem: os alertas vêm de sensores, não de sonhos. Mas o povo... responde a outro tipo de vibração.
Afinal, o que é mais perigoso: uma previsão que ninguém leva a sério, ou um aviso ignorado que, um dia, se confirma perto o suficiente para gelar a espinha?
🎬 Além da Vida e a Arte de Ouvir o Invisível
Não é só um filme sobre morte. Além da Vida (2010), dirigido por Clint Eastwood, é sobre aquilo que insiste em sussurrar do outro lado do silêncio — seja ele um tsunami, um luto ou um dom indesejado. A trama entrelaça três destinos separados por continentes, mas unidos por um mesmo incômodo existencial: e se o inexplicável não for delírio?
George Lonegan (Matt Damon), um médium relutante de São Francisco, sente mais do que deseja. Marie LeLay (Cécile de France), jornalista francesa, sobrevive a um tsunami na Ásia e volta com um vazio que o jornalismo não preenche. Já Marcus, um menino londrino, tenta desesperadamente reencontrar o irmão gêmeo que perdeu. Três trajetórias marcadas por uma inquietação comum: a sensação de que há algo além do ruído cotidiano. Algo que insiste.
O tsunami que abre o filme é mais do que um desastre natural — é um rompimento simbólico. É o momento em que o mundo tangível cede espaço ao outro, àquilo que ignoramos por conforto. Com uma direção contida e uma trilha melancólica composta pelo próprio Eastwood, o filme aposta mais na pergunta do que na resposta. E por isso ressoa tanto.
Ryo Tatsuki, por sua vez, não dirige filmes. Ela desenha sonhos. Desde os anos 80, anota visões noturnas em cadernos silenciosos, muitos deles transformados no mangá Watashi ga Mita Mirai. Não busca seguidores. Não aparece em talk shows. Mas, em 2021, desenhou algo que agora soa assustadoramente próximo: um mega-terremoto no Pacífico, ondas gigantes, e palavras flutuando em tela escura — como se o próprio inconsciente usasse a linguagem de trailers apocalípticos para avisar.
...
Se o filme de Eastwood pergunta o que existe depois da morte, o mangá de Tatsuki pergunta o que estamos ignorando antes que ela venha. Ambos recusam respostas fáceis. Ambos desconfiam das certezas. E ambos, à sua maneira, alertam: há sinais por toda parte. Só não vê quem se recusa a sentir.
Em um mundo onde o racional já não basta para conter a água que se levanta, talvez seja hora de ouvir os que sonham. Mesmo que em silêncio.
O Conspira Café não busca provar o invisível. Mas acredita que entre uma página esquecida e um tremor confirmado, há um espaço onde a arte, o medo e a memória se encontram. É nesse lugar que a verdade começa a sussurrar.
📬 Gostou dessa análise provocadora?
Assine o Conspira Café e receba conteúdos assim direto no seu e-mail.
Toda semana, curadoria inteligente sobre cultura, poder e conspirações — com dados, reflexão e coragem crítica.
Find out why 1M+ professionals read Superhuman AI daily.
In 2 years you will be working for AI
Or an AI will be working for you
Here's how you can future-proof yourself:
Join the Superhuman AI newsletter – read by 1M+ people at top companies
Master AI tools, tutorials, and news in just 3 minutes a day
Become 10X more productive using AI
Join 1,000,000+ pros at companies like Google, Meta, and Amazon that are using AI to get ahead.







